A Borboleta e o Tigre

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A Borboleta e o Tigre

Mensagem por Lih em Seg Set 29, 2014 4:01 pm

I
Os mistérios de uma borboleta negra e o céu estrelado

Parte 1: A borboleta e o tigre



「Não era dificil seguir depois dos acontecimentos, mesmo com um numero reduzidos de viajantes e os olhos do poderoso conselho nela Maxinne Diamond não se intimida facil. Uma espécie de mulher como ela, mesmo com tudo que houve ainda fica a maior parte do tempo em seu habitat natural cercada de livros, absorvendo mais e mais informação. Não era dia e nem noite, na central o tempo é superficial, muitas vezes ninguém liga pra ele. Ali entre os mundos, naquele prédio enorme que agora enfrenta reformas por causa de danos os belos cabelos rosados e sempre longos descansam sobre uma mesa a qual ela achou mais apropriado para encosto que as muitas cadeiras, mas ela não estava exatamente na biblioteca e sim em uma parte secreta, só dela...mas que um dia também pertenceu a uma jovem mesmo que por pouco tempo. Ela ainda podia sentir aqueles olhares, aquelas risadas. Haviam se passado belos três meses...Max havia contado por estar entediada. E em meio a sua leitura os olhos azuis então se moveram, da direita para a esquerda e depois ao contrario, tinha uma pilha de uns vinte livros pelo menos ao seu lado e neles apoiava seus pés com o devido respeito. Pareciam tão velhos quanto os outros espalhados por aí e não a classificação neles, mas em suas mãos o de capa dourada com escritos negros deu sorte. Ela soltou uma risada. 」

- Ora...isso foi rapido até.

「E pegando uma mochila marrom bem surrada a garota guardou o livro, algumas roupas já estavam ali e logo mais livros eram jogados dentro, pergaminhos também e ah, claro...frascos coloridos de algumas poções. Ela iria viajar, fazer uma visita a uma velha...bem, a palavra é incerta, mas é uma boa companheira que serve para o trabalho. Nos corredores da central muitos trabalhadores andando, secretárias apressadas e nerds do conselho fazendo seus relatórios e absolutamente ninguém ali notou que a pessoa que deveria estar cumprindo suas obrigações havia chego no aerodome e usado um dos teletransportadores para fora dali...para uma Europa diferente, uma época diferente. O local onde ela iria cair resolveu deixar incerto pois achou assim mais divertido. Não pretendia ficar muito tempo lá de qualquer modo. A mochila agora nas costas é o acessório fora de 'moda', o resto da roupa é mais adequado ao seu estilo. Ela não deu frases a mais para as paredes, saia quando queria, fazer o que quisesse...ir até onde precisasse e claro se divertir. A area onde havia 'saido' não passava de um campo aberto, extenso. Ela avaliou as roupas e considerou serem impróprias até, mas...quem liga. Mexeu nos cabelos na frente do rosto, um dos olhos coberto por fios rosas. 」

- Não quero ficar pra jantar mesmo, heh.

Que mistérios ela levaria a um certo tigre? 」
Roupinha:


*Desde todos os eventos passados enquanto estava pela Central haviam passado-se três meses. Por ter tido um dummy em seu lugar, tudo parecia as ordens. Ninguém para vir com reclamações, ninguém para vir com punições. As coisas estavam como se ela jamais tivesse saído, mas claro... Para ela havia a grande diferença. Tudo estava calmo.*

- Tedioso.

*A DEO não estava passando-lhe nenhum tipo de missão e foram três meses cumprindo suas obrigações como uma figura importante para a nova Europa. Representar seus pais em eventos, viagens, reuniões, compromissos inadiáveis. Mesmo usando o dummy para fazer isso em algumas ocasiões, não deixava de ser cansativo estar presa a isso e foi exatamente por isso que se dera férias repentinas e desprendera-se de sua agenda. Levando secretamente seu outro eu para um descanso, apesar de deixar-lhe na suíte do hotel, lá estava ela tentando aproveitar um dia de sol em...*

- Bournemouth????
- Exatamente.
- Como ela pode ir pra Bournemouth num momento como esse?! Que irresponsável! Que tipo de pessoa larga seus compromissos de uma hora para outra sem avisar?!
- Acalme-se... Você conhece a Sophia.
- Tsc! Já estou farto desse jeito de agir, ela tem que agir como uma Valmont!
- Ora, e ela está.
- Como...?
- Tomou suas próprias decisões. Esse é um jeito Valmont de agir.
- Tsc... Querida, as vezes você me surpreende.
- Eu sei... Heheheh...

*E apesar da insatisfação de seus familiares, lá estava ela na praia. Dessa vez sem remédios, estava utilizando lentes de contato especiais e aproveitando uma bela manhã de sol na praia. Dado a isso, estava com todas as suas capacidades apesar de esperar que nada muito fora do comum fosse ocorrer. Sem seguranças, pode se dizer que ela havia escapado para estar ali naquele dia e daquele jeito tomando um drinque tropical.*



- Eu realmente me pergunto... O quanto estão irritados depois de meses sem algo como isso? Bem... não importa.

*E a localização daquela praia que pode considerar-se uma área privada dava-se muito próxima ao campo aberto em que havia chegado uma bela mulher. Conhecida por Sophia, talvez fosse uma surpresa se ambas acabassem se encontrando logo ali.*

「Era um belo dia de fato, a luz a incomodou por poucos minutos...na central a ilumação é muito diferente. Olhou para a direita e então para a esquerda e analisando um pouco o solo seguia por um caminho que depois de alguns minutos deu em uma praia, certamente reservado o local não chamou muito a atenção de Maxinne a principio, mas então pode observar aquelas curvas...belas e perigosas curvas, realmente perigosas! Ela abriu um sorriso largo, talvez ela tivesse notado que estava ali ou talvez não. Naqueles trajes...só poderia estar aproveitando, mas Maxinne estava ali para lhe tirar até um misero momento de folga. Foi se aproximando com as botas sendo cobertas de areia até estar atrás dela e em um tom brincalhão se pronunciou. 」

- Ora...a princesinha não está no castelo hoje.

「Não tinha porque fazer mistérios e nem rodeios...ela estava ali por assuntos que podem ser chamados de...pessoais.」

*E assim são as coisas. Mesmo tendo sentido aquela pessoa chegar, a decisão de achar que era um engano ou apenas uma impressão a fez ignorar. Mas então quando menos esperou, lá estava ela. A moça de cabelos prateados que aproveitava o sol em um dia de folga que se dera sabia que provavelmente teria aquilo interrompido com a chegada de Maxinne. Ela virou o rosto olhou em sua direção reparando nas curvas daquela mulher voluptuosa e então fitou sua face.*

- Maxinne Diamond...

*Ela ajeitou-se naquela cadeira de praia pegando óculos escuros deixados ao canto. Com a mão direita, levou-o até o rosto ajeitando-no e nesse momento podia se reparar no bracelete do qual raramente se separava. Pôs os dois braços em volta da cabeça e flexionou a perna esquerda enquanto a outra ficou esticada e balançando de um lado para o outro sem sair do lugar.*

- Já faz um tempo, mas... Já sentiu saudades? Eu realmente não esperava te ver tão cedo. A não ser que... – Ela sorriu com ironia. – Tenha vindo para melhorar o bronzeado.

「Ela abriu um sorriso malicioso, aquela sua malicia incomum...meio agressiva de certo modo. Perdeu alguns segundos fitando o corpo dela, coisas bonitas foram feitas para serem olhadas...mas não estava ali a lazer. Ela não respondeu aquela 'brincadeira' da senhorita Valmont, estava bem séria e centrada. 」

- Que bom que está desocupada, prefiro conversar em algo na sombra.

「E foi só isso que ela disse continuando a olha-la agora mais pra cima. Fita com seus olhos azuis aqueles olhos agora verdes. 」

*O que eram aqueles olhos sobre ela? Ela notou que estava sendo reparada, mas foi como um contentamento. Ela tinha feito o mesmo a instantes atrás com aquela mulher tão interessante.*

- Hum...

*Era hora de levantar. Assuntos a tratar e dessa vez, não era a princesa Valmont que teria de cuidar disto. Tratando-se de Maxinne... Ela queria o Tigre branco. O sol da manhã era fraco. Ela levantou-se e colocou suas sandálias de praia, amarrou a curta canga meio transparente em tons claros de vermelho e estampas de medianas pétalas em branco em torno dos quadris. Respirou fundo olhando para os céus e então virou-se para Max.*

- Vamos ao hotel então. A D.S também está lá, ela vai precisar saber que precisa ocupar o meu lugar.

*E assim ela começou a caminhar em direção ao Hotel bem próximo ali. Claramente, Sophia tinha um local de acesso privado que ninguém, nem mesmo funcionários podiam usar sem ter permissão. E era por esse caminho que Maxinne e ela chegariam a sua suite.*

「E ela chegou para trás um pouco quando Sophia se levantou, havia sentido algo e desviou o olhar para os céus, mas em seu rosto não havia nada evidente mesmo que isso não impedisse que Sophia notasse. E então talvez aquele humor tenha voltado, ou era apenas um reflexo, ela sorriu de modo debochado. 」

- Oh, uma coleguinha...que bonitinho. Divida seus brinquedos.

「E ela botou os olhos no caminho, um caminho que levaria para a suite de Sophia. Era realmente confortavel a presença dela, mas as circunstancias a seguir seriam diferentes. 」

- Você está com a original, não seja tão gananciosa.

*E elas seguiram o curto caminho até o hotel. Eram poucos metros, mas ao invés do acesso normal, elas caminharam em direção a lateral do edifício. A primeira vista elas estavam apenas a frente de uma parede lisa e sem atrativos. Mas então ela levantou a mão e antes de encostar na parede um painel holográfico apareceu que continha símbolos diferentes. Ela digitou um código rapidamente e assim uma porta na parede se abriu enquanto o painel desaparecia. Não levou mais que cinco segundos e sem nem sentir, já estavam no andar ocupado inteiramente pela “suite real”. Era como sair entre as paredes, ninguém via e poucos sabiam exatamente onde ficava. Após o acesso das duas, tentar voltar por aquele mesmo caminho seria complicado se o código não fosse usado novamente. Um lugar confortável e muito espaçoso com decoração luxuosa e bela vista. Não seria problema alguém morar ali. A D.S parecia estar tentando se entrerter lendo um livro e mal notou a chegada de Sophia e Max. Estava sentada as portas da sacada bastante distraída. Sophia foi em direção ao aposento onde poderia considerar-se um quarto com uma enorme e confortável cama com lençóis brancos de detalhes em dourados, um closet e a porta para o banheiro. Ela sentou-se então sobre uma poltrona de cor verde claro onde ao lado havia mais uma e espero que Max se acomodasse onde bem entendesse.*

- Espero que isso seja sombra o suficiente.

*As cortinas eram claras e cobriam as janelas, mas um tipo especial que só quem estava dentro do quarto era capaz de ver quem estava fora. Mas era o ultimo andar dificilmente alguém iria incomodar.*

- E então, o que quer?

- Perdi o tom? Quis dizer pra dividir seus brinquedos com ela.

「O modo como chegaram naquele fantastico aposento não impressinou Maxinne que tem como "lar" a central e viaja por mundos diferentes. Seus olhos passaram rapidamente por tudo e ao ver Sophia sentar-se ela também o fez só que no chão. Em um tom meio baixo ela disse alguma coisa enquanto tirava a mochila das costas e a abria, tornando possivel a visão de alguns pergaminhos que ao serem desenrolados por Maxinne com cuidado se mostraram mapas antigos com uma escrita em uma lingua muito antiga de um pequeno vilarejo que não existe mais. Ela usou o indicador para apontar um local, não haviam marcações no mapa e o local parece ser uma ilha...parece. 」

- Essa é Hoshikawa, ou pelo menos o que sobrou dela. Está vendo aqui?

「E ela passava o dedo daquele pedacinho de terra para o resto do continente várias vezes, há uma longa extensão de mar entre eles. 」

- Isso também era Hoshikawa e para as outras direções o mesmo, boa parte desse lugar afundou depois de diversas catastrofes apocalipticas. Segundo os registros desse lugar...
「E ela botou os olhos na D.S que lia um livro, logo depois em Sophia que deveria estar pelo menos olhando na direção do mapa. Max está ligeiramente ansiosa, mas seu jeito direto de dar missões funcionava do mesmo jeito. Depois de uma pausa ela continou. 」

- Segundo os registros esse lugar era regido por profecias malucas, como a estrela vermelha. Eu achei que era algo inutil, mas depois procurei melhor...é uma antiga profecia sobre a invocação de seres de outras dimensões chamados popularmente de 'Kuro knights' em muitos lugares. São destruidores, que erguem seu objetivo como reviver um poderoso poder que deve possuir um corpo 'humano'. Eles mesmo, já abandonaram almas e humanidade.

「Ela então levantou o rosto para olhar Sophia, houve um tempo que Maxinne era jovem também, uma jovem quase normal...há coisas, tantas coisas que ela oculta de todos. Seu passado, é isso que ela está mostrando para Sophia, mas não poderia ser notado isso em seu rosto que trata como mais uma missão. 」

- Se quiser me parar, a hora é agora.

*Lá estava Max, sentada ao chão mostrando um mapa para o qual Sophia olhava dedicando uma certa atenção. Sem expressões de deboche ou qualquer coisa aparente, ela também não estava séria. Parecia ter se contentado apenas em ouvir as explicações de Maxinne sobre a ilha, o continente, os Kuro Knights até ouvir sobre pará-la. Agora sim, lá estava a seriedade da face do Tigre Branco encarando aquela mulher de belas feições. Ela levantou-se calmamente mantendo os braços soltos o queixo ereto, mas o olhar seguia para baixo, em direção a Maxinne.*

- Vindo de você isso é patético, Maxinne Diamond.

*Ao contrário dos muitos que se enganariam com suas atitudes, Sophia não estava irritada nem transpassava sinais de raiva. Começou a caminhar em direção ao Closet. Grande por sinal e com as portas já abertas, estava bem arrumado e comportava roupas, sapatos e outras utilidades da senhorita Valmont. Havia até mesmo uma confortável cadeira muito bem estofada para sentar-se se quisesse e necessário. Ela recostou-se na porta e deixou o corpo ir escorrendo até o chão. A perna direita que ficou esticada encontrou a outra extremidade da porta e a esquerda ficou flexionada a qual ela apoiou o braço em cima. O olhar por fim voltou-se para Max.*

- O que tem por de trás disso? Se deu ao trabalho de vir até aqui, por que não me conta tudo?

「Maxinne não a acompanhou com os olhos como teve vontade de fazer, ela riu de maneira a jogar a cabeça para trás um pouco. 」

- Você tem razão, isso é patético.

「E então ela prossegiu tirando da mochila um livro de capa dourada com escritos negros, indecifraveis na primeira olhada. 」

- Existe um livro para tudo, mas especialmente livros antigos não devem ser atingidos por muita luz solar...mas a história é longa demais. Vamos com um resumo.

「Ela abriu o livro no meio e o apontou para Sophia, tem duas gravuras nele: na pagina da esquerda o desenho de uma estrela com riscos envolta que indicavam brilho, atrás daquela estrela grande haviam milhares pequenas caindo como estrelas cadentes e na pagina da direita havia a mesma figura da estrela, mas atrás um par de olhos vermelhos. Sim, haviam cores naquele livro...muitas cores bem desgastadas pelo tempo. A voz daquela bela mulher se tornou relaxada, ela iria agora contar uma pequena história 」

- Hoshikawa não era uma grande cidade, não tinha grandes ambições e nem era de muita utilidade. Viviam do que comiam e o pouco dinheiro que tinham era graças a abundancia das frutas e legumes que eram vendidos para capitais, essa terra não era amaldiçoada mas guardava segredos...uma vez por ano uma das maiores festividades religiosas dessas pessoas era o 'festival da estrela' onde o céu seria tomado por uma chuva maravilhosa de estrelas cadentes que cairam no lago que passava na extremidade do vilarejo...na época pelo menos era só um lago.

Lá naquele lago havia uma unica estrela importante, a estrela vermelha...mas como saber qual era se todas eram douradas? Então todos os moradores foram alertados a nunca tocarem naquelas estrelas. Faz mais de dez anos que alguém pegou uma estrela naquele lago, os detalhes...não constam neste livro.

「E a mulher sempre tão gentil com livros, fechou aquele com força o deixando no chão próximo de si. O que viria a seguir seriam informações que Maxinne colheu através de subordinados. 」

- Existem boatos de pescadores que ouviram pessoas gritando, o lugar pegava fogo...as pessoas de longe afirmaram que viram bolas de fogo caindo dos céus e atingindo só Hoshikawa e depois disso....depois disso eles não sabiam de mais nada, em poucas horas a grande Hoshikawa se tornou o que é hoje...deserta e amaldiçoada. O que podemos chamar de "realeza" considerou como obra dos Kuro Knights todos esses fatos e amaldiçoou aquele que pegou a estrela. Você sabe, essas magias antigas de mundos como aquele são certeiras...há uma marca na pessoa que está amaldiçoada...mas nada consta sobre terem achado essa pessoa.

「Agora ela havia mesmo parado, seria tão ridiculo ter que admitir...aquela pessoa foi ela, uma criança que não sabia nada da vida. Que arruinou seu lar, seus pais, sua vida. Ela tem a marca, uma borboleta preta na forma de uma tatuagem em algum lugar de seu corpo tentador e o titulo que vem com seu nome....Kurai Cho, a borboleta negra...que por onde passa leva consigo as vidas de muitos. Em seu rosto nada era evidente sobre a culpa, não havia propriamente culpa...ela era uma criança e cometeu um erro por falta de informação. 」

- Você sabe, o interessante é que esses Kuro Knights não pertecem ao mundo, eles visitam diversos locais trazidos por profecias malucas, mas naquele dia...o 'poder' dessa estrela vermelha foi usada, então é uma interferencia que a central deve resolver. Você sabe, uma vez viajante...sempre viajante.

「E ela então deixou que o corpo fosse largado totalmente naquele chão, esticou as pernas agora abertas com os mapas abertos entre elas. Os braços repousam na barriga, os dedos entrelaçados e o olhar para o teto. 」

- Eles tem um poder incrivel, são ótimos inimigos...e também guardam reliquias, magias proibidas...mas ninguém sabe onde seu lugar de origem é, esse livro diz que a pessoa que tem o poder da estrela vermelha pode chegar lá depois de matar todos os cavaleiros para conseguir um tal de 'segredo'.

- Boa história... Mas a justificativa peca um pouco.

*Lá estava Sophia depois de ter ouvido a tudo aquilo. Não há interesses no seu rosto e ela parecia estar se distraindo empinando os óculos escuros no dedo indicador. Claro, sendo ela, não queria dizer que não estava ouvindo ou não tivesse entendido. Antes que começasse a falar, pôs aquele acessório escuro no cabelo.*

- Não veio aqui me encher com essa de deveres de viajantes certo? Nós duas sabemos bem que eu nunca dei a mínima pra isso e não começarei agora.

*Ela respirou fundo, soltando o ar lentamente e assim, olhando em direção a Max, ela soltou suas afirmações.*

- Presumo que conheça a tal pessoa que contém o poder da estrela vermelha. Como não sou idiota e só há duas de nós aqui... Você é a culpada da catástrofe, certo? Não é uma mera formalidade saber tanto.– E então a provocação com aquele sorriso transbordando de ironia, nada inesperado sendo ela o Tigre Branco. – Quer se redimir pelos seus pecados senhorita Diamond?

- Ha...hahaha....

「E assim se deu inicio a uma risada alta que Maxinne não conseguiu evitar, claro que sendo Sophia ela não esperava menos e também não fez questão de manter o mistério por muito tempo. Aquele seu tom cheio de ganancia enquanto se levantava e em alguns movimentos ageis já estava agachada ao lado de Sophia, os cabelos rosas cobrindo o rosto.」

- Re...di...mir? Você ficou estupida nesse tempo? Eu quero todo aquele poder, eu quero muito aquele poder. Tenho perguntas também, não sei como vão ser respondidas...mas vão.

「E um sorriso macabro se formou naquele rosto, realmente ela estava se divertindo com aquilo e com certeza cobiça o poder que esses cavaleiros possuem. Max pode não parecer...por falta de ser observada, mas ela gosta de poder. Ela encara Sophia com aquela expressão. 」

- Vai querer participar ou vou fazer a festa sozinha?

- Você é inojável...

*Seus olhos procuraram encarar o mais profundamente possível aqueles olhos azuis. Havia um sorriso sarcástico no canto esquerdo de seus lábios que só deixaram de fazê-lo, pois palavras novamente começaram a ser ditas.*

- Por onde quer que esteja só trás desgraças com essa sua existência amaldiçoada. Vou chutar que... Parte de você morreu quando começou a perder o que mais amava e o que restou está tão machucado que te tornou quase que... Incapaz de sentir.

*Nenhum receio emanava do Tigre. Sabendo ou não que muitos não viveriam para jogar palavras daquele tipo no ar, logo para Maxinne. Mas aqueles eram apenas pensamentos momentâneos, talvez não fosse sua opinião e de certo não era tudo.*

- Mas eu realmente não acho você ruim... Então vamos brincar e acabar com esse círculo vicioso enquanto você consegue mais poder... Você e Eu, certo?

- Ora...

「Aqueles olhos levemente oscilando em seu brilho azul. De claro para um escuro...por entre os fios rosas. Sua mão foi para no peito do tigre em um toque forte, não ameaçador...apenas firme. Seu tom de voz assustaria qualquer um pela mesma firmeza do toque, desprovido de erros e hesitação. 」

- Uma coisa que eu entendi é que não preciso do meu passado para viver. Eu sinto prazer em matar, tudo que eu vivia antes disso era uma tremenda mascara. As catastrofes e desastres que causei, essa sim sou eu.

「E ela a olhava, a expressão condizente com todo o clima que paira pelo lugar. Poucos aguentariam aquilo, mas essa não é qualquer mulher...é o tigre, talvez essas duas tenham coisas em comum para ficarem se arranhando. 」

- Vamos fazer disto uma boa brincadeira, se precisa de algo pegue agora.

「Aquela mão lentamente foi retirada do corpo de Sophia, a expressão calma e inofensiva no rosto de Maxinne se desenhou. Aquela expressão tão enganosa quanto a fofura de um tigre a distância. 」

*Ela não pode evitar de sorrir em meio a tudo aquilo. A mão firme em seu peito, o tom de voz condizente, o clima pesado e aquele olhar de Maxinne amedrontaria qualquer um. Não menos que perigosa... Maxinne para Sophia era a companhia perfeita que lhe tiraria daquele tédio. Era como se despertasse por completo a natureza sádica resguardada em meio à graciosidade de suas feições.*

- Bem...

*Ela levantou-se e soltou a canga que caiu pelo chão. Caminhou para dentro do closet dando as costas para Max e jogando os cabelos longos e prateados para frente. Soltou um nó em suas costas e depois o do pescoço e assim a parte de cima do bikini branco foi ao chão. Num tom de voz alto, mas nada exagerado, ela chamou...*

- D.S, venha aqui.

*E não demorou muito até que uma moça usando cabelos loiros e olhos verdes aparecesse e parasse as portas do Closet segundo um livro. Usava um curto vestido branco de alças finas e decote em V, bem solto e confortável e estava sem sapatos.*

- Você terá de ser eu novamente durante algum tempo. Já sabe como agir.
- Sim, senhorita Valmont.
- Já pode parar de usar esse disfarce, quando eu sair, você assume. Agora me ajude e prepare o necessário para eu levar e não esqueça das roupas.
- Oh... Claro.

*Assim a D.S entrou no Closet e foi colocando coisas dentro de uma mochila escura achada em uma gaveta. Ela também abriu compartimentos que aparentemente eram secretos pois necessitavam de senhas, foram jogados alguns equipamentos lá em meio a uns poucos pares de sapatos, calcinhas, sutiãs e entre outras coisas. Sophia era uma mulher afinal e ela, eficiente o suficiente para saber o que o “verdadeiro eu” iria querer. A essa altura, a parte de baixo também já havia ido ao chão e ela já estava terminando de colocar um vestido curto, preto, de tecido fino, com decote ousado que lhe caiu muito bem. Escolheu sapatos brancos com salto alto agulha, sem esquecer-se de por antes uma meia-calça, preta é claro, pois gostava bastante. Era uma rotina tão natural que acabou passando um pouco de maquiagem enquanto olhava pelo espelho do estojo de mão o que D.S fazia. Não fora nada demais além de um batom num tom rosado bem claro e sombra escura. Ela sorriu, sabia que não estava indo para uma festa comum, mas mesmo assim vestiu-se com certa elegância. Mas talvez fosse inevitável vestir-se de forma mais simplória em meio a um guarda roupa feito para uma rainha. Fechou o estojo e o jogou dentro da bolsa sem nem mesmo olhar. Pegou um pequeno casaquinho de tecido aveludado, negro e muito bonito e antes que terminasse de por no braço direito, parou e lembrou-se de um simples detalhe.*

- Disable... F-Eyes.

*E assim, desfragmentando-se em várias partículas pelo ar, o azul esverdeado em seus olhos se perdeu e lá estavam os olhos dourados do Tigre Branco. A D.S agora fechava a mochila, que inacreditavelmente tinha muito mais espaço do que aparentava. Era só mais um bem da tecnologia da qual estava acostumada. Pegou a bolsa das mãos daquela moça que iria ocupar seu lugar em poucos momentos e lhe deu o que pareceu ser a última instrução.*

- Não faça coisas estranhas, mas lembre-se de afastar aqueles idiotas de “classe A” que me veneram. Eles esgotam minha paciência.
- Sim.
- Só mate se necessário.
- Hum... Tudo bem.

*Assim ela olhou para Max enquanto a bolsa em suas mãos sumia. Nada mais que a funcionalidade de seu bracelete capaz de armazenar coisas. Ajeitou direito o casaquinho em si que era um mero acessório já que pro frio realmente não iria servir muito e disse-lhe.*

- Bem, estou com o essencial. Podemos ir.



II
O caminho do céu


「Enquanto Sophia arrumasse, Max dedica um tempo a enrrolar com cuidado e organizar os pergaminhos e aquele livro dentro de sua mochila e depois disso apenas viu aquele belo bracelete de Sophia ser util. Ela respirou fundo tranquilamente, expulsando a pouca ansiedade do corpo. Se aproximou de Sophia e lhe sorriu de maneira travessa. 」

- Já esteve em algum olho de tempestade? Sky path, é pra lá que vamos agora. Não se mexa.

「E os olhos se fecharam enquanto a seus pés surgiu um circulo de magia antigo, como Max está bem próxima de Sophia ela também está na area deste circulo enquanto a bela garota que tem seus cabelos rosas sendo movidos pela energia que emana da abertura de um portal apenas se foca. O que muitos magos e afins tem que Maxinne não tem, é que suas invocações não precisam ser recitadas a menos que ela queira, mas isso graças a outras coisas que essa mulher ainda com muitos mistérios para se ver possui. Logo depois de um leve e discreto brilho claro as duas podem sentir como se o corpo se dissolvesse...sendo o nada e algo ao mesmo tempo, conscientes de estarem sendo levadas pelos ventos misticos até que tudo se cala, tudo é calmaria e silêncio. 」



Sky path (caminho do céu), mais um paralelo de muitos entre dimensões, um olho de uma tempestade temporal, o 'chão' é uma agua que não te molha, um espelho que reflete tudo fazendo com que o ambiente cause certo efeito ilusório. O clima é calmo, protegido por uma parede de nuvens altissimas e raios ao fundo, que por mais ferozes não produzem som e nem afetam o solo.

Distante, como um oasis em um deserto está uma construção de sombras, ali parece ser a unica saída ou talvez apenas uma entrada.

A questão inimigos é perigosa, pessoas perdidas por magias falhas, pessoas jogadas por maldições nesse local, há de tudo aqui mas nada...a sua vista. Nada que possa se sentir nessa calmaria em meio ao caos.

「Maxinne está perfeitamente de pé, postura relaxada e expressão vazia. Os olhos varrem o local, não sentir e não ver não quer dizer que não exista. Ela então lançou a mão direita na direção de Sophia em um sinal de desdem ao resto do local. 」

- Nada que não possamos perder algum tempo nos divertindo, esse lugar está cheio de acessórios divertidos...é aqui o inicio da estrada. Lembre-se de tirar tudo exceto roupas de qualquer corpo, vamos precisar.

*Seria a primeira vez depois de tanto tempo que iria sair. Largando para trás a vida de pessoa importante, a futura rainha daquela nova área a ser dada como Europa, aquele círculo abaixo de seus pés feito por obra de Maxinne marcava a volta da senhorita causadora de problemas, o Tigre Branco, Sophia Valmont. Ela não se moveu seguindo as indicações e não comentou nada sobre estar ou não num olho de tempestade. Fosse como fosse, é bom respirar ares novos as vezes. E assim após o acender daquele círculo mágico seu corpo foi se dissolvendo tornando-se o nada e vagando pelo vento. O nobre vento... Gentil ou não, era tão bom tê-lo sobre seu corpo, era bom ser levada por ele. Assim naquele silêncio, acabou por chegar junto com Maxinne a um lugar diferente. Seus olhos dourados fitaram a paisagem se demorando naquela parede de nuvens. Ao que se lembra, jamais esteve num lugar assim. O chão espelhado que refletia sua imagem parecia ser feito de água, mas não molhava seus pés. Um fato curioso e interessante. O lugar aos seus olhos era realmente belo. Ela sorriu ao notar aquela mulher falando com ela daquele jeito.*

- Você ainda fala como se estivesse dando indicações a novatos. – Ela, que estava de costas para Max, virou o rosto o suficiente para olhá-la de canto com um sorriso cínico e tom provocador. – Me diz... Você é assim tão velha que não consegue mudar seus hábitos, Maxinne Diamond?

「Ela soltou uma risada, que não teve nem um eco sequer mesmo que o lugar seja enorme. 」

- O que te faz pensar que não é uma novata aos meus olhos?

「E aos olhos azuis dessa mulher que também usou um tom provocativo, algo se mostrava e ela se mexeu alguns centimetros para o lado fazendo uma flecha luminosa passar no meio das duas. Max sorriu de canto, conhecer ela não conhecia...mas agora as duas mulheres estão na mira de alguém que não está no seu campo de visão. 」

- O problema desse lugar na verdade...é saber qual dos lados é o certo, é tão interessante...que eu quero testar isso antes de simplesmente matar todos no caminho.

「E em algum ponto daquele local os olhos brancos de uma garota fitam sua mira enquanto fabrica mais flechas da mesma espécie, ao atirar as no total 6 flechas que foram retas e na metade do caminho se dividiram em 2 cada uma fazendo uma curva ela apenas sorri de canto nas sombras do rosto coberto por um capuz também branco com detalhes vermelhos...toda a roupa lembra algo como uma colegial só com essa capa com capuz por cima. Certamente não era alguém comum, mas aqui nesse lugar inimigos não tardam a aparecer. 」

*Antes que pudesse dizer qualquer coisa sobre os comentários de Maxinne, uma flecha passa entre as duas. Não foi preciso olhar e nem se mover, ela simplesmente sentia toda a trajetória da flecha. Sophia era dotada de uma habilidade rara. Podendo simplesmente ser chamado de percepção, o Tigre Branco não dependia de seus olhos em combate, era só captar o campo energético.*

- Chato.

*Suas mãos permaneceram abaixadas, mas sua mão direita pareceu brilhar por uns breves instantes e essa luz foi dando forma a uma bela espada prateada. Era a Finis, a espada de Sophia. Ainda sem fazer nenhum esforço aparente enquanto seus olhos se fechavam, a espada emitiu uma luz dourada e como se repentinamente se quebrasse em várias partículas, deu-se o surgimento da Aria, outra forma da Finis. Imediatamente o ar a volta pareceu agitar-se e mesmo que invisível, formou-se ali num raio de um metro ao redor de Sophia uma cortina de ventos circulares. Funcionando como uma barreira, seria capaz de mudar a trajetória das flechas e fazer com que perdessem as forças até que simplesmente fossem jogadas pelo chão. Mesmo não sendo flechas normais, mesmo magias são atrapalhadas pelos ventos da Aria. Aquilo era uma barreira de vento e sob a vontade de Sophia, poderia se expandir de forma brutal ou não. Como se o ar pertencesse a ela, era capaz de fazer o que quisesse impondo algum esforço. E ali com os cabelos prateados sendo agitados, aquela ataque poderia até mesmo ser guiado de volta a quem o realizou*

「Aquela garota não se surpreendeu e as flechas se dissiparam no ar. Ela então se move próxima das duas. Maxinne observa por um tempo aquela agua. 」

- Hm...condutor.

「A garota encapuzada então dispara três grupos de 5 flechas que vão por todas as direções mirando de algum jeito tentar acertar as duas, Maxinne então se concentra e uma energia azul clara envolve suas mãos que começam a movimentar aquela agua aos pés delas e assim forma uma parede, as flechas não passam por ali e se trasnformam em barras de luz que as cercam como se fosse uma prisão. 」

- Eu vou pegar um atalho, se divirta.

「Maxinne então fez algo incomum, ela atravessou a parede de agua que manipula enquanto esta vai se desfazendo...daria tempo para um outro ataque enquanto a 'atiradora' se impulsiona para cima e atira flechas voltadas para baixo no centro daqueles bastões de luz onde no meio Sophia estaria, enquanto isso Maxinne está nadando em um estranho local...o chão, mas isso não podia ser visto de qualquer jeito. Ela iria realizar um ataque no momento apropriado, usando o próprio terreno como condutor principal, mas no momento ela tentava se aproximar do alvo se guiando pelo fluxo de origem da energia das flechas que ela dispara como louca tentando atingir Sophia. 」

*O ar... O seu primeiro elemento e quem sabe seu favorito. Tão adaptada a ele, não era atoa sua excelencia em manipulá-lo. Flexas estavam sendo disparadas em sua direção e ela as sentia. Maxinne havia partido em sua investia e isso significava que pelo menos naquela hora ela estava por sua própria conta, mas não era bem isso o porquê dela sorrir. Não tinha de se preocupar em acertar ninguém próximo a ela seja o que fizesse. Tinha sim uma barreira de vento ao seu redor protegendo-na, forte o bastante pra mudar a trajetória até mesmo de balas, mas isso fora só o início. Começou lento, como uma brincadeira. Um vento cortante fora lançado na direção nordeste, logo em seguida como a mais poderosa das lâminas, uma rajada cortante de vento foi lançado a noroeste. Aquilo era só um anuncio, quem sabe um teste. Foi assim que acompanhado por um sorriso maníaco, enquanto a invisivel barreira de vento permanecia ao seu redor, ela lançou um total de duas lâminas de vento que só poderiam ser acompanhadas se caso realmente movimentassem aquele chão de aguá. Tão rápidas quanto o tiro de uma pistola, e potentes o bastante para cortar uma árvore antiga e resistente ao meio, as lâminas de vento formavam um "X" que servia para atingir grande parte do corpo daquela quem era sua inimiga por ser de grande extensão e não só isso... O cruzar dos ventos tonava o ataque mais forte e eficiente e seguia para um ponto vital, deveria atingir seu coração e por fim de uma vez àquela brincadeira, ao menos era o que ela estava esperando.*

「Maxinne não ficaria por muito tempo oculta enquanto a inimiga tenta interceptar as laminas de ar que são minimamente perceptiveis, o que era algo bem impossivel a ela e suas habilidades. Não foi por ser esperta que foi parar nesse paralelo e assim antes que ela pensasse em produzir mais flechas e antes das laminas de ar lhe atingirem Max surgiu das aguas sem nem ao menos parecer molhada e então sangue decorou os céus por um segundo, uma esfera simples de magia fez com o que o braço direito fosse perdido e rumava para uma queda junto a um arco, a tal garota em branco se virou furiosa e claro, com dor. 」

- Tsc, você é tão inuti que não pude nem realizar um pequeno plano.

「E sendo um sorriso a ultima coisa que ve de Maxinne que se afasta dali rapidamente...a inimiga é destruida pelo ataque de Sophia. 」

- Meh, essa não conta como diversão.

「Disse a bela mulher de cabelos rosas, enquanto ajeita levemente as roupas parecendo entediada. 」

- Não acha?

*Após o ataque, a espada na mão de Sophia pareceu se quebrar em particulas de luz avermelhada e então num piscar de olhos não estava mais alí. Obra do tão precioso Angelo Rosso, o bracelete que está em seu poder já faz algum tempo, como se fizesse parte de seu corpo. Ela não pareceu dar muita atenção ao que Maxinne dissera, dando apenas um suspiro.

- É... Apenas o começo... Pelo menos a paisagem...- Ela virou-se olhando ao redor. - É bonita.

*Não houve um sorriso. O rosto inexpressivo simplesmente sentiu o vento passar por ele e esvoaçar os cabelos prateados enquanto os olhos dourados observavam as nuvens de algodão passarem. Tanto silencio e calmaria... Mas ela sabe, nem tudo é o que parece.*

「Maxinne pegou o arco da garota e procurou por algo mais interessante e intacto, não achou nada. Foi seguindo o caminho se aproximando do que parece um parque de diversões. Estava relaxada, porém, sabia que tudo isso iria desmoronar assim que alcançasse seu destino. Ela estava muda durante o caminho todo...mas logo, a frente das duas havia uma garotinha. Cabelos negros e lisos e longos, um corpo fragil e pálido, um vestido branco tipico para estações quentes...e o rosto que ela ergueu aos poucos. Olhos brancos e uma jóia azul em sua testa na forma de uma pequena esfera. Maxinne esticou o braço para o lado como se parar impedir o avanço de Sophia, um sinal. Então ela falou em um tom normal. 」

- Chegamos no meio.

「A voz aguda da garota ecoa por todo o local, certamente todos presentes podem ouvir. Todos que acabaram ali desejavam sair, essa garotinha é a passagem para a saída, precisamente a pedra em sua testa que também a mantem ali. O corpo é mero receptaculo. 」

- O céu estatico, era um dia como outro qualquer...aqui em Sky Path onde nada pode ser escondido de mim, o que fazem duas viajantes? Essas trilhas tão sofridas, banhadas em sangue. Os raios de Sol não chegam onde eu estou, onde vocês...desejam ir?

「Meio sem sentido, mas foi isso que ela disse e a pergunta final parecia simples. Maxinne não demonstrou nada em seu rosto e nem parecia estar respirando no tempo que devia, não estava nervosa...apenas pareceu se preparar para algo. 」

*Assim deu-se uma caminhada por aquele lugar estranho e diferente. Sophia, tranquilamente, parecia estar perdida nas nuvens, caminhando com tranquilidade e seguindo sem relutancia alguma, a poderosa Maxinne. Foi então que sentiu um braço ser estendido para que ela não continuasse e claro... Mais alguém alí. A aparencia era de uma criança com uma pedra alojada em sua testa e essa dizia coisas que ao menos agora, pode se considerar estranhas.*

- Oh... Você tem uma "amiguinha" Max.

*Desdenhosa e deboxada, Sophia soltou um sadia risada abafada. Mas apesar de estar fazendo como o costumeiro, suas tiradas sarcasticas, isso não queria dizer que agora não estava prestando atenção ao que acontecia. Ela é o que se pode dizer que não é o que aparenta.*

- O que posso dizer? Sou muito popular~

「Max deu uma ajeitada nos longos cabelos e colocou os olhos nela com atenção, logo jogou o arco que pegou anteriormente na direção dela, caiu nos pés da garotinha que apenas os fitou no momento...mas foi só isso que precisou para que ele fosse desfeito. 」

- Você achou uma flor no deserto e agora acha que pode fazer um jardim?

「Ela teve que rir, as palavras dela não são o importante...então ela resolveu agilizar aquilo ali. 」

- Escuta mocinha, você seriamente precisa de um tratamento. Quem sabe no próximo tipo de vida que você voltar.

- Oh, é um duelo?

- Heh, o que você me diz Sophia?

- Quanto amor... Até me pede para opinar...

*Ela riu baixo e abafadamente e a Finis em sua mão desapareceu.*

- Mas... A decisão é sua. Eu detesto coisas desnecessárias... Você sabe.

*Cruzou os braços e deu um passo para trás se resguardando. Uma má interpretação podia ser feita é claro... Ela parecia estar recuando ou algo parecido, mas pra quem a conhecia talvez estivesse só aguardando as novas.*

- A propósito... Vai ter que me levar pra jantar.

*E deu um sorriso de canto, calando-se e deixando tudo nas mãos da bela Max*

- Infelizmente aquela sereia de Tremiste é algo mais dificil que essa pirralha. Sò temos que pegar ela e arrancar a pedrinha.

「E então a garotinha deu um passo para trás, apesar de ter poderes não gostou da tranquilidade e humor das visitantes. Maxinne colocou os dois braços na cintura e suspirou, Sophia e suas idéias...não são ruins. Ela sorriu de canto também e fitou Sophia que estava mais atrás agora e piscou com apenas o olho direito. 」

- Café da manhã também.

「E então a garotinha que estava calada, suas frases não iriam mais sair. Maxinne relaxou o corpo e começou a levitar, nada de grandioso...20cm do "chão" e um circulo surgiu envolta dela. 」

- Clear with a mighty breeze! Aeroga

「Rajadas de vento que parecem compostas de lâminas surgem de diversos pontos desse local, indo de diversas maneiras até a garotinha apenas saiu correndo rapidamente querendo escapar daquele ataque, até porque ele não estava tão rapido como se servisse apenas para assusta-la para outro lugar. Ela corre na direção do parque de diversões, indo por caminhos passando por bancas e brinquedos de tipos variados comuns em parques. Pelos cantos presenças ocultas observam aquelas duas pessoas tentando capturar a chave daquele lugar que é usado como prisão, como prisioneiros eles também estão muito interessados nisso. 」
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Re: A Borboleta e o Tigre

Mensagem por Lih em Seg Set 29, 2014 5:42 pm

*Ela riu baixo da ideia do café da manhã. Pareceu muito mais interessante do que ela se quer poderia imaginar. Não estava dando muita atenção pro que estava acontecendo, mas sabia o que se passava. Ao seu ver, Maxinne estava brincando e era bem capaz de resolver a história com a pedrinha. Suspirou e sentou-se naquele chão esquisito sem dar a minima pro que estava a volta. Talvez virasse um alvo devido a isso, mas estava despreocupada e queria mesmo aquele café da manhã.*

「E um alvo ela iria mesmo virar...mas agora estavam saboreando a vista. Eles não sabiam se Sophia é uma prisioneira que está tendo ajuda de Maxinne Diamond, mas não queriam arriscar seus pescoços e acabar como a mocinha das flechas. Maxinne não estava nem um pouco preocupada, mas para o azar de muitos ela estava ficando entediada. 」

- Ok, eu vou fechar meus olhos e contar até dez, se ninguém aparecer eu vou puxar um por um...e não preciso puxar um corpo completo, heh.

「Ela fechou mesmo os olhos e começou a contar lentamente, digna do titulo de louca porque sabe bem onde estão esses observadores. Aos poucos as presenças iam se acumulando, mas nem todas. Quanto a garotinha...essa estava na casa de espelhos. 」

*Sophia ouviu a voz de Max e ouviu atentamente o que ela estava dizendo que na verdade se dirigia as outras presenças ali. Preocupação e ela raramente caminhavam pela mesma estrada e sendo assim, seu estado de calma poderia ser assustador para alguns. Ela nem se deu ao trabalho de se importar com quem quer que estivesse alí. Mas estando Max aparentemente prestes a começar um massacre, ela resolveu falar.*

- Hey, Max... É bom que esteja afim de se divertir e tudo mais, mas se for começar um banho de sangue avise. Não quero ficar fedendo a essencia de inutil ou ter coisas nojentas no meu cabelo como daquela vez. Além disso... Sangue e cabelos claros não combinam.

*Ela foi bem clara e séria quanto aquilo, no entanto não se moveu. Iria esperar pra ver se alguma coisa interessante aconteceria ou se alguém pularia em seu pescoço.*

「E de fato algo "pulou" no pescoço de Sophia. Quando achou que ela estava distraída jogou finas linhas, mas que ao envolverem o pescoço dela se mostram bem forte e resistentes. Antes que pudesse fazer mais alguma coisa, notaria claro a descarga elétrica que recebe desses supostos fios discretos. Maxinne não parou por isso, não era importante. 」

- 6...7...8...

*Quando um fio envolveu seu pescoço, ela pareceu surpresa ao sentí-lo ali. As coisas ficaram mais apertadas é claro. Quando foi se levantar veio a descarga elétrica. A visão a seguir foram seus joelhos falhando por fraquesa e uma expressão de dor, junto a um gemido. Era muito raro ela gritar por isso. Com as mãos no chão, ficou se encarando um tempo. Parecia mesmo que estava perdendo e enfraquecendo. Parecia que o adversário novo havia conseguido, mas...*

- Hahaha... Ha... HAHAHAHAHAHAHA....

*De repente ela começou a rir e rir descontroladamente como se aquilo ao invés de dor provocasse cócegas. De fato, ela tinha se desligado daquilo e agora, os choques não passavam de uma dorzinha tão leve que era quase como um prazer. Com um sorriso maniaco encarando seu próprío reflexo, ela parou de rir e olhou pra cima. É fácil pra ela saber onde as pessoas estão e isso só lhe bonifica em acertas pessoas a distancia. Ela não tinha armas em punho dessa vez, mas ela já não precisava estar com a Finis consigo pra fazer certas coisas agora. Viva a evolução de poderes, mas não era hora pra pensar nisso. Aquele que achara que a tinha pego de surpresa veria uma bolha de agua subir a sua frente. Inofensiva e insignificante. A bolha de agua dançou e dançou em sua frente até que repentinamente esticou-se e tornou-se uma lâmina curvilínia. Tão breve quanto visse, numa fração de segundos assustadoras e impressionante, não dando nem chances para se pensar, ela foi desferida em direção ao corpo do mesmo. Como uma espada com um poderoso fio de corte, mesmo carapaças resistentes e armaduras estariam sujeitas a danos profundos e grandiosos. Caso esta fosse inexistente, ele seria fatiado ao meio. Ao mesmo tempo, a responsável pela lâmina transparente de água fazia a mesma coisa no fio em seu pescoço.*

*No entanto, não dá para se ter certeza se essas habilidades são dela ou de outro qualquer, porque o tempo todo, ela não aparentou fazer nada além de rir e nem emanou uma grande qualidade de poder. Estava simplesmente brincando, aproveitando... Tentando se divertir depois de tanto tempo na calmaria. O outro lado do jogo... Essa era uma outra face de Sophia. A que realmente gosta de ver o sangue jorrar.*

- 9...10.

「Max respirou fundo em descontentamento. Essas criaturas não sabem brincar? Foi o que passou naquele momento em sua mente, ah que entediante. 」

- Nada bom, terei que esmaga-los. A brincadeira a-ca-bou.

「E do seu rosto belo um sorriso de canto e perturbado se desenhou e as mãos agora abaixadas e relaxadas foram subindo com as palmas para cima. Palavras saiam daqueles lábios em doces sussurros atormentadores e a envolvendo-a labaredas começaram a dançar. Nenhuma queimadura ou qualquer dano é causado aquele belo corpo, instrumento moldado para matar. Naqueles olhos de cor exótica, provocadora apenas pelo cintilar em azul não havia quase nenhum vestigio de sentimento. Ela não ligava para o que ia acontecer com Sophia e também pensa que ela pode perfeitamente se livrar de tudo que tentar acerta-la de modo bem humorado. As labareadas foram crescendo e consumindo o corpo de Maxinne como se a acariciando enquanto o seu poder destrutivo é apenas aumentado.

Ela disse que os buscaria se não se revelassem e logo ataques diferenciados desde de armas voando a grandes magias e portais para mundos desconhecidos se abriam e miravam as duas garotas. Os mais ousados se mostravam em saltos fantasticos com suas armas reluzentes ou possuidas pelas trevas e outros elementos . Quando tudo isso se torna um verdadeiro caos as chamas saem como cobras dando o ataque final e consomem os corpos de todos deixando gritos e outras palavras no ar. O respirar fundo, os olhos azuis envoltos pelas chamas e a voz que ecoou pelo lugar. 」

- Ardor.

「A palavra final da invocação da magia e então um enorme circulo mágico em um laranja se mostra enquanto as chamas vão consumindo tudo que se aproxima daquela imagem de Maxinne, uma que não ve todo dia. As faíscas fazem sua performance em uma chuva discreta que some quase tão rapida quanto todos os alvos que as labaredas de tamanho grotesco consomem e elas dançam, celebrando a morte...o horror. 」


*Não restou muito para Sophia fazer, além de assistir Maxinne acabando com toda aquela "brincadeirinha". Não que tivesse tido muita graça, mas a verdade é que por alguns segundos ela até pode rir da tentativa falha de matá-la. Qual é... Pessoas por aí fazem mais do que dar choques elétricos nela. Ela foi se levantando e ajeitando seu vestido enquanto mantinha um sorriso enigmático no rosto vendo todo aquele festival de labaredas.*

- Tá, só por curiosidade... Isso é mesmo necessário? Não estava atrás da pirralha?

「Quando tudo parou Maxinne arqueou a sobrancelha direita e fitou Sophia como se não fizesse ideia do que ela estava falando por um minuto quase e foi aí que em sua face uma leve surpresa que logo ela transformou numa risadinha. 」

- Ops, me distraí! Vamos lá então. Gosta de uma casa de espelhos?

「Disse enquanto ajeita os cabelos em um unico movimento para trás e segue o caminho deixando para trás corpos e itens. Provavelmente retornaria ali para coleta-los mais tarde.


- Pra alguém que sai em busca de mais poder, você perde o foco muito facilmente.

*Sophia balançou a cabeça em reprovação, no entanto não estava tentando e nem queria repreender Max. Isso também seria classificado como perda de tempo.*

- Talvez seja por isso que até você precisa de ajuda, nem que seja para lembrar o que iria fazer antes de começar um carnaval de corpos.

*O semblante era o mesmo de sempre. Aquela garota com o sorriso elegante, embora ironico e um tom de voz suave e calmo, como alguém que nem de longe teme Maxinne. Embora a mesma não seja exatamente alguém com o qual se deva brincar. Apesar de tudo, sendo ou não a rainha das tiradas atrevidas em qualquer tipo de momento, Sophia não estava fazendo isso agora. Seguia Max um pouco atrás, acompanhando-na sem problemas enquanto desvia dos cadáveres, sobre o salto alto de seu sapato branco, ainda naquele vestido preto, curto, mas elegante.*

- Já que estamos por aqui, não me chame pelo meu nome. Pode me dar um se quiser, ou me chamar pelos meus supostos outros nomes e apelidos.

「Nos passos deveras lentos que estão sendo dados por uma Maxinne que não respondeu a nada que Sophia disse existe algo estranho. Ela ficou quieta, mas não é nem de longe o tipo de silêncio que finaliza algo ou apenas o ignora. Maxinne está evitando falar sobre alguma coisa, mas para não deixar o espaço entre elas e a casa de espelhos em 'branco' parou de andar e olhou Sophia por cima do ombro com um sorriso convencido e um olhar brilhante. 」

- É, continue pensando assim.

「Deu uma risada abafada e virou o rosto fazendo os cabelos balançarem levemente acompanhando seu movimento. Majestosamente seguiu para a casa de espelhos banhada com uma iluminação meia boca e espelhos diversos te distorcendo de mil modos. Mal botaram os pés lá e uma doce e implacavel voz se fez ser ouvida. 」



- Oh doce borboleta negra. Só agora tem a coragem de vir atrás de nós? Meio tarde...não acha?

「E uma risadinha irritante, estridente ecoou pelo local todo, mas nada em Maxinne se alterou exceto pelo suspiro que deu. 」

- Só ande por aí até encontra-la, não é como se pudesse se defender. Não a mate...só pegue o que tem na testa dela e puxe. Precisamos só daquilo.

*Um leve sorriso, embutido a um olhar misterioso foi o suficiente naquela situação. Sophia não iria ficar retrucando Max naquele momento e nem tentar provar sua teoria. Ela não precisava de qualquer maneira, já que de algum jeito, aquilo pareceu estar absurdamente certo. O suficiente para ser um pouco incomodo embutido a reação de Maxinne. Foi ao suspirar assim que se viu naquela casa onde os espelhos distorciam sua imagem que ela notou uma voz. Não fazia a menor ideia de quem era, mas por enquanto não via razões pra se meter nisso.*

- Borboleta, huh? É um bom nome. Vou te chamar assim agora.

*E sem levar nada a sério, ela começou a emitir sons que compunham a melodia de uma cantiga infantil. A canção da borboletinha a qual crianças certas vezes costumavam cantar. Depois de terminar um curto refrão é que ela disse.*

- É você quem destroi seus brinquedos, borboletinha e aqui está você se aproveitando das minhas habilidades de novo.

*Sem ter em mente coisas mais interessantes pra fazer, Sophia deu um passo em direção ao que Maxinne buscava. Identificar o cheiro. Sentir a presença que revelava sua localização, prestar atenção no rastro deixado pelo chão. Buscar por sua aura, mesmo a distancia, mesmo se fosse algo muito fraco. Não era dificil. Rastrear e encontrar alvos, seja o que fosse era o que fora incubida de fazer sempre. A única duvida que tinha em mente agora era o que apareceria para atrapalhar o seu trajeto até a pedra ambulante. Com uma olhadinha pra trás, acompanhada de um sorriso, veio a frase que não podia deixar de dizer:*

- Ah, e é bom ver que você tem novos amigos, Sweet Butterfly.

「Apesar de ter se deixado revelar que existe algo a mais nessa jornada do que só uma diversão -e de fato ela não parece estar tão 'brincalhona' agora.-, procurar pelo fim dessa "fase" se transformou em algo urgente. 」

- Vamos lá, só quero me livrar disso logo. Temos que andar mais.

「Olhou de canto para um dos espelhos que a deixou muito comprida, mas Maxinne não tem um senso de humor comum e não achou a minima graça. O lugar todo parece muito maior de dentro e em certas horas pode-se jurar não ter caminho de volta. Depois de quase 40 minutos apenas andando com um rastro vago na direção que seguem as duas se veriam de frente para dois espelhos normais onde a mesma garotinha de antes se mostrava...em dobro. 」



- Olá

- É bom ver que chegaram até aqui!

- Nem todos são capazes de olhar para as portas desse lugar.

- Você vai mesmo acompanhada borboleta negra?

- É, você tem certeza que vai levar o tigre branco com você?

- E você? Tem certeza que quer ver o que há por trás dessas portas?

- Você já sabe? Ela já disse? Você ja viu?! Será que ela já viu?!

- Oooh hihihi~ ela viu ou não viu? Você já viu? Ela já viu? Aposto que nunca viu!

「Max apenas deu um sorriso de canto para os aparentemente não só reflexos. Ela poderia ter avançado logo, mas não parece sábio e logo estava respondendo elas. 」

- Não tenho nada mais que certeza.

「Foi a unica coisa dita por ela. Sendo Sophia uma mulher com poder e informação, poderia vir a reconhecer o obstaculo final como um clichê de muitas histórias onde existem duas da mesma pessoa e uma está mentindo e a outra não ou situações similares. O clima é extremamente pesado -o que antes não era- e o que se sente desses dois "espelhos" é algo poderoso mas não ofensivo. 」

*Correu tudo bem na caminhada de quarenta minutos. Tinha sido melhor que o esperado. Nenhuma armadilha ou surpresinhas no caminho enquanto ela só fazia o que parecia ter nascido para fazer. Isso a fez pensar. Suas habilidades pareciam diferentes do que eram há um ano atrás. Para ser mais exata, sua percepção parecia estar maior ainda e o seu poder também. Isso não era algo ruim de fato, apesar de trazer dúvidas a Eien se não seria consumida por isso. Ela sempre teve a sensação de que há algo adormecido dentro dela ao qual ela pode vir a não ter controle se despertar. Não era hora de pensar nessas coisas, era hora de ficar satisfeita com a melhora de suas habilidades. - Não há nada a se esconder, posso notar tudo. - E quando finalmente chegaram onde seu alvo estava, se surpreendeu ao sentir-se em uma das fábulas que já havia lido. Duas pessoas semelhantes, que dizem frases que completam os pensamentos uma da outra. Como a conexão existente entre os gêmeos. Pensamentos que se cruzam. Mas como eram chatas essas duas a frente. Ela suspirou e olhou pra Max.*

- Você disse não mate, como se eu simplesmente destruísse tudo que está a minha frente. Isso foi desnecessário, já que sabe que não é assim. Mas talvez eu possa reconhecer como uma dica de como lidar com isso.

*Ela virou-se para as garotas e cruzou os braços.*

- Eu não sei o que estão guardando, mas isso não importa. Vou descobrir depois que seguir o caminho. Eu quero a pedrinha que está na testa de vocês. Se não vão atacar, eu também não vou. Sendo assim, poderíamos fazer um acordo, que tal? Isso poupa meu tempo e certamente o de vocês.

- Eu não disse isso a toa.

「Respondeu Max a olhando de canto, mantinha maior atenção na dupla irritante que começou a rir feito um par de hienas. 」

- Ela acha que a gente vai entregar assim!

- E porque não?

- Você não nos disse nada, não vamos te dar nada.

- Tudo que você precisa fazer Sophia, é tocar. Pra que perder tempo?

「Disse a da esquerda sem nenhuma sombra de duvida, não parece mentira. 」

- Não, nela não. Em mim.

「A da direita falou com atitude, também não há sinal de mentira e então Maxinne deu um breve suspiro. 」

- Que falta de criatividade. Eu só vejo várias linhas de tempo, então saiba qual delas está mentindo de uma vez.

「E parece que a mentirosa é a garota no espelho que não deve ser tocada, mas qual delas é a mentirosa? E qual a punição por tocar na errada? 」

- Tocar? Existem muitas formas de se tocar em alguém sabia? Vocês deveriam ser mais específicas, mas parece que nem isso conseguem. Estão até discordando por mais que completem a frase uma da outra.

*Sophia sorriu.*

- Dois corpos e uma só cabeça? Uma impera sobre a outra passando por cima das vontades sem nem se quer se dar ao luxo de levar em consideração seus verdadeiros desejos.

*Seu sorriso enlargueceu um pouco mais e seus braços se descruzaram*

- E a outra passivamente acata a decisão mesmo não sendo a melhor escolha. Bem... O original sempre supera a cópia... A cópia simplesmente não deve existir. Não há a necessidade de haver duas de vocês e só uma poderia estar aí já que só uma parece estar decidindo absolutamente tudo. Por que vocês ainda figem cooperar entre si se no fundo querem se destruir?

「Os dois espelhos se olharam e voltaram a olhar Sophia. Não estavam rindo, mas não estavam sendo afetadas pelo que ouviram tão bem quanto poderiam. 」

- Queremos?

- Fomos feitas pra isso.

- Somos uma só, como poderiamos?

- Só se não formos.

- Não decidimos estar aqui, fomos criadas.

- Precisamos manter o segredo até de quem o fez.

- Eu não sei de segredo nenhum, isso é pura conversa. Só quer enrolar você. Totalmente fora do seu interesse.

- É do dela!

「Apontou para Max. 」

- Mentira, é do seu.

「Max bufou diante daquelas duas, mas a conversinha irritante também tem seu lado suspeito para ela. Esse lugar não passa de uma prisão, então qual o motivo dessa cena toda? Qual o motivo dessa tal porta? O real motivo ela não se lembra ainda, nem sequer poderia imaginar. 」

- Esse é o único caminho que leva ao meu destino. Em nenhum dos finais a verdadeira existe, estão apenas dividindo e mesclando os fatos. Uma de vocês é a chave e a outra o empecilho. Eu não sei qual, mas ela pode descobrir a essa altura.

「Estreitou os olhos azuis e encarou as duas que nada fizeram. Queria tentar achar alguma entrelinha que pudesse responder as suas dúvidas, mas não conseguia achar a mesma linha de raciocínio para desenvolvê-las e sendo ela quem é, parecia que havia caído em uma criação sua. Desse porém, ela não sabia mas Sophia se prestasse uma atenção a mais poderia descobrir.」

- À essa altura?... Isso passa a ideia de lentidão.

*A resposta que deveria ter sido dada desde o inicio estava guardada nos lábios de Sophia que nesse momento sorria misteriosamente para Max.*

- Eu tenho a informação, mas existe o momento certo para se usar. Seria um tédio se eu simplesmente chegasse a apontasse sem nem ao menos tentar brincar.

*Ela voltou a olhar para as duas a frente e então começou a caminhar. Seus leves passos não produziam som, indicando que ela poderia ser um ser bem furtivo e quando estava perto o bastante, parou e apoiou as mãos em seus joelhos. Respirou fundo, e soltou o ar levemente enquanto no seu rosto projetou-se um sorriso logo em seguida. Quem não conhece, confunde aquilo com uma expressão onde transborda gentileza.

- Eu quero a pedra...

*Os olhos que encontravam-se nas duas, desviaram-se para apenas uma.*

- E se esse era o acordo...

*Ela tocou na menina da esquerda e completou*

- Então é você quem tem que me dar.

「Não sabendo a causa, uma sensação vagamente similar a hesitação fez os lábios de Maxinne se entreabrirem ao ver que Sophia havia acertado. O espelho a esquerda simplesmente se quebrou e só a "chave" sobrou na mão de Sophia e o da direita se quebrou instantes depois deixando suas molduras trabalhadas para trás e o que parece uma passagem. O caminho certo claro é o da esquerda, mas nesse ponto Max não se moveu. Franziu rapidamente a sobrancelha olhando sem uma expressão definida para o caminho a frente, mas antes que as duas dessem qualquer passo aqueles fragmentos de vidro refletem memórias soterradas pelas areias cruéis do destino.

Para Sophia havia algumas flores de um belo jardim em uma visão embaçada pelo tempo e um rosto estranhamente familiar. Haviam mãos nas suas e palavras, mas estas estão tão distantes que é impossivel reconhece-las.

Para Maxinne o mesmo jardim, mas uma garota pequena com cabelos prateados, mas sem um rosto definido de onde ve e algumas palavras que não conseguiu ouvir a ponto de fazerem sentido. 」



"Qualquer coisa...livres...não importa..."

「E assim como surgiram elas se foram restando apenas cacos de vidro no chão e um caminho a seguir. Maxinne no entanto, ficou em silêncio pensando naquelas palavras. 」

*Sophia havia conseguido. A chave que Maxinne precisava estava em seu poder agora, entrentanto alguma coisa aconteceu logo após ela ter conseguido o objeto que tanto almejava. Que visão era aquela que estava tendo? De quem eram aquelas mãos e porque seguravam as suas? Ela não se lembra de nada semelhante. Por que razão aquilo estava acontecendo agora? Ela arqueou a sobrancelha quando tudo se foi. Talvez fosse aquelas duas só tivesse lhe pregado uma peça. Aquela visão não é nada, não significa nada e ela não tem que pensar nisso agora. Encarando a porta a frente, ela imediatamente diz:*

- Hey, Borboleta.

*Então virou-se e balançou o objeto a sua frente, para mostrar para Max que estava com ela agora.*

- Não era isso o que precisava? Aqui está, pegue.

「A borboleta pos suas mãos de aparência feminina apesar de tudo na chave. A frente delas tem um longo caminho a segujir, então Max deu uma sugestão antes que se esquecesse. 」

- Precisamos trocar de roupa. Vamos andar em um deserto.

「E para ela claro que não seria problema tirar suas botas e prender os cabelos ali mesmo com ajuda de magia e com a mesma colocar botas para terrenos mais complicados, sem salto e bem amarrada até quase os joelhos. Vários tecidos beje e branco foram se enrolando em seu corpo como uma proteção e ela até mesmo puxou um par de óculos com lentes transparentes mas que vedavam vem para que nada passasse para seus olhos. Sò faltava Sophia estar pronta para partirem. 」

- Huh...?!

*Sophia arqueou a sobrancelha e depois olhou para si mesma. É verdade, não estava vestida para um deserto. Aliás, ela estava arrumadinha demais para se quer sair numa missão desconhecida por aí. O vestidinho fino e preto e o scarpin branco com aquele salto fino não combinavam com a areia de forma alguma. Ela suspirou e tentou pensar.*

- Não me lembro de ter prédefinido um visual pra desertos então...

*Ela tirou os sapatos e os deixou de lado. Seus pés tocaram o chão frio enquanto a mochila preparada com as coisas surgia em sua mão novamente. Ela se abaixou e a abriu para escolher algumas peças de roupa.*

- Well... Vejamos.

*Ela foi tirando coisas que achou que iriam ajudar. Uma camisa branca, com botões dourados, uma jaqueta cor de musgo. Cala jeans, escura, corta-vento. Botas de caminhada marrom escuras, luvas brancas, uma fita para o cabelo. Um óculos vermelho, que de tão grandes, lembravam os de um mergulhador, no entanto as lentes protegiam dos raios solares. Um boné na mesma cor da jaqueta e um manto num claro tom de areia que ela nunca pensou precisar. Por sinal, aquela bolsa parecia carregar mais coisas do que aparentava. Quando se viu satisfeita com o que pegara começou a tirar as roupas. Foi fácil, não eram nada mais que duas peças. Retirou o casaquinho preto e então tirou o vestido, sem se preocupar em ser vista. Foi assim que foi colocando cada peça e no fim, aquele belo corpo, com belas curvas, estava cheio de roupas, boné e um óculos que cobria uma boa parte de seu rosto.*

- É, acho que isso serve.

*Ela não quis usar o capuz do manto imediatamente, mas o poria se por um acaso tivesse que entrar numa tempestade de areia. Não era nada demais, só que, era sim incomodo ter areia passando em seu rosto.*

- Podemos ir agora.

*E ela sorriu de leve e aguardou*

「Enquanto Sophia se vestia Max analisava a entrada. É completamente escuro lá e não existe garantia que haja lu z em algum lugar, teria de usar de magia para ter uma visão melhor. Foi só quando ouviu que sua companheira está pronta que despertou de seus pensamentos. 」

- Ótimo, vamos.

「Não deu atenção as roupas dela, não precisava desde que o deserto não a incomodasse tanto. Com a chave guardada ela produziu uma esfera de fogo e a deixou flutuando alguns centimetros a frente delas. Por mais que haja iluminação o local é apertado e estreito forçando as garotas a andarem uma atrás da outra e o chão é muito irregular assim como as paredes, mas sua composição é uma matéria escura apenas. Não existiam entradas, becos nem locais confortaveis. Não poderiam descansar durante isso e por mais que não fosse incomodar realmente a pelo menos uma delas, o ar estava ficando cada vez mais escasso e por isso Max trocou uma bola de fogo por uma de luz. A temperatura nesse local pode ser o mais incomodo já que cada vez mais ficando mais quente. 」


*Sophia lembrou-se de juntar as roupas e o sapato que havia retirado antes de seguir Max. E depois de guardá-las, ela só seguiu a mulher de cabelos rosados. Escuridão não é um problema quando se pode ver perfeitamente no escuro. E o fato do lugar ser apertado não era tão ruim já que era magra. Mas ela admite que gostaria que tivesse um pouco mais de ar. Sentir o vento é sempre tão bom, mas não chegou a ser um grande incomodo.*

- Afinal... O calor é daqui ou é do que vamos ter a frente? Esse tal deserto... É frio ou quente?

「Max não olhou para trás nem direção alguma, seguiu o caminho e claro que respondeu a Sophia. 」

- Nesse ponto é um deserto parecido com a maoria da Terra. Muito quente de dia, muito frio a noite. Existem algumas criaturas nele também. Já devemos estar chegando.

「Foi mais meia hora de caminhada cada vez mais estreita e quente até que poderiam se ver saindo de uma abertura não amigavel de uma arvore. Com certeza não dava para se enfiar de volta ali então a viagem para retornar seria diferente. A frente das moças apenas areia e destroços. Lembranças de uma civilização a muito tempo destruída.

O calor escaldante e o cenário a frente não trouxeram a Max nenhuma memória, mas essa em parte foi um dia a sua terra natal. 」



- Norte.

「Não perguntou se Sophia precisava de algo ou se tinha alguma opinião sobre a viagem, só seguiu. Por enquanto só a areia, sol, céu azul e insetinhos lhe fazem companhia. 」

*Ter um corpo capaz de se adaptar ao clima é uma verdadeira sorte já que entrou em contato com um deserto de temperaturas bem altas.*

- Gosto mais da neve branca. Me incomoda menos que ter areia em meus sapatos.

*Não, ela não tinha areia em seus sapatos, mas a sensação não era lá das melhores quando isso acontecia, mesmo que há algum tempo estivesse na praia tomando sol e um drinques. Mas por mais que estivesse fazendo isso, ainda não era um deserto, não era tão quente e a vista era mais interessante. De qualquer maneira não era hora de ficar reclamando. Ela foi criada para se adaptar, então não era lá grande problema. Sophia só havia desenvolvido uma preferencia e isso não é lá algo ruim. Calada, seguiu a indicação de Maxinne. Não sabia o que estavam procurando. Por isso só prestou atenção em coisas que estavam por perto e poderiam representar algum obstáculo para as duas.*

「E quietas as duas caminharam pelo que podemos julgar terem sido 3 dias e 3 noites. Acharam diversos obstáculos que fazem parte do local, na sua maioria vermes da areia de tamanho descomunal. Max tinha agua para as duas quando bem entendessem, mas não era confortável nem aconselhavel dormir naquele deserto. Enquanto o Sol aponta seu nascer mais uma vez em um laranja sinistro e produzindo um calor que as acompanharia o resto do dia, depois de 3h de caminhada elas estariam vendo muros parcialmente enterrados na areia, muros negros e altos mesmo que metade pelo menos esteja afundada. Entre eles as duas viajantes podem observar o que pode ter sido um pequeno reino já esquecido, mas ao darem um passo apenas para dentro do local ainda vasto Maxinne parou, nos seus olhos azuis sempre inexpressivos...um leve temor. Ela engoliu a seco suas observações e foi direta. 」

- Alcançamos nosso destino. Sophia, você se lembra do que lhe falei antes de começarmos a viagem?


*Sophia bocejou um pouco e demorou a responder, Maxinne era uma voz distante já que ela estava perdida em seus próprios pensamentos agora. Ela havia parado de dar passos por estar no que se pode chamar de modo automático. Mas quando notou que a voz distante poderia ser algo importante que exige sua presença, voltou a realidade.*

- Hm...?

*Ela deu uma olhadinha no lugar e então olhou para Max de novo.*

- Aquilo? Sim, eu lembro.

*Estava um pouquinho desinteressada de tudo ainda, mas ainda assim perguntou:*

- O que tem?
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Re: A Borboleta e o Tigre

Mensagem por Lízi em Ter Mar 03, 2015 8:08 am

Maxinne respirou pra valer nesse local, não tem sentimentos sobre lar ou saudades, nem arrependimento, pelo menos ela não sente essas coisas. Maxinne só pode sentir ódio e prazer em fazer desgraças e matar.

- Não estamos aqui para consegui nenhum tipo de poder.

Seus olhos azuis exóticos cheios de um grande vazio, fitaram Sophia enquanto ela foi se aproximando mais...até uma poder sentir a respiração da outra bem de perto. Maxinne tocou de leve o rosto de Sophia, sua mão direita está trêmula como nunca se viu na história de sua carreira, ou vida particular, se é que ela tem isso. Ela deu uma tentativa de sorriso sincero, deu um sorriso meio quebrado, meio torto e estranhamente...triste.

- Mais uma vez eu menti pra você. Está aqui porque tem algo que só você pode fazer. A maldição da borboleta negra...consome meus sentimentos completamente até que só reste o ódio e o prazer em matar, e então eu não serei mais Maxinne, apenas a entidade borboleta negra. É o que eu sou, é o que eles querem que eu seja também.
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Re: A Borboleta e o Tigre

Mensagem por Lih em Qua Mar 04, 2015 12:50 am

- Blá, blá, blá, eu menti pra você.

Sophia desdenhou e então deu um profundo suspiro, pra responder logo em seguida enquanto tirava as mãos trêmulas dela de seu rosto:

- Eu posso ver as mentiras e verdades, mesmo as suas. Mas optei por encarar como ocultação de informação, o que não deixa de ser. Eu viria aqui de qualquer jeito, você sabe. Eu estava entediada.

E se ficasse, teria de ouvir toneladas de aporrinhações. Mas mais importante que isso... Iria porque sente algo bastante forte que a atrai direto para esta mulher, ainda que esteja passando por suas palavras preenchidas com tristeza com um trator.

- E eu acho que tenho ouvido demais sobre coisas que só eu posso fazer.

Ela riu um pouco de repente.

- Estou me saindo melhor que os supostos Deuses que existem espalhados por aí. Realizo milagres que ninguém mais pode e de quebra ainda tenho a capacidade de ajudar Maxinne Diamond. Agora, deixando de lado coisas que eu já imaginava, afinal eu não estaria aqui se não fosse capaz, o que você quer que eu faça por você? Não é como se eu pudesse usar um grande mata moscas pra esmagar a borboleta em você pra te libertar. Embora eu tenha feito várias viagens por lugares diversos, é a primeira vez que escuto sobre isso e não faço ideia do que você poderia querer de mim. Com certeza não pode ser apoio moral, de que adiantaria se você está ficando oca por dentro? Aliás... O mais importante é... Existe algum jeito de impedirmos você de virar um pote vazio... Ou seria melhor dizer um pote cheio de borboleta...?

E percebeu o que estava fazendo, embora preferisse ignorar a própria atitude. Notou que mudou o tom da conversa só pra não se sentir preocupada, já que no fundo, de repente sentira algo ruim e definitivamente, sentiu vontade de salvar esta mulher. Há tanta coisa que quer saber... Resta imaginar como vai fazer pra arrancar respostas dela se ela não quiser dar.
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Re: A Borboleta e o Tigre

Mensagem por Lízi em Ter Mar 10, 2015 7:49 pm

Maxinne esperou Sophia terminar de falar e a puxou para si com força a beijando intensamente. Não dava espaço para rejeições nem nada, ela apenas fez isso, mas antes que ela pudesse sentir o calor do corpo de Max, ela foi levada por um puxão do aparente ar. No rosto de Maxinne que Sophia veria apenas por um pequeno momento, tinha um sorriso, mas em seus olhos, um medo insano. Maxinne não tinha a mínima ideia de como seria daqui pra frente, ela foi levada tão rápido que até sentiu dor e medo, ah...por um momento ela pensou estar viva novamente, mas despertou no centro da cidade, bem longe de Sophia, cercada por aqueles cavaleiros negros que olhando de perto, não são tão assustadores. Depois de tudo que fez, essas formas abomináveis e espectrais não lhe assustam mais, seus pesadelos de criança eram mais dignos da sua presença, mas isso era outra mentira, seu corpo todo tremia diante deles, não entendia suas palavras e não fazia ideia do que aconteceria, até sentir seu corpo se mover contra sua vontade, esticando de um jeito doloroso, levitando, sua cabeça para cima fitando o céu de...hoshikawa.

Não demoraria para um feixe de luz roxo escuro saísse do centro da cidadezinha indo aos céus, trazendo nuvens negras, tormenta e raios e os gritos de Maxinne começaram.
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Re: A Borboleta e o Tigre

Mensagem por Lih em Ter Mar 10, 2015 9:31 pm

De todas as coisas que Eien poderia esperar, um beijo é a última delas. Fora uma surpresa tão grande que ela não soube realmente como reagir. Enquanto tentava pensar em alguma reação, de repente ela se foi. Parece que muita coisa ruim acontece quando esses lábios são beijados. O primeiro dele deixou uma ferida eterna que dói até hoje. Do segundo precisou se afastar, assim são as coisas... E agora ela. Fora impressionante que não tivera reação alguma enquanto ela do nada era puxada, mas quando deu por si, vendo aquele sorriso em seu rosto, franziu a testa e fez o chão tremer conforme cerrava seus punhos.

- Como ousa sair sem me explicar o que quer de mim!

Era o jeito como Eien chamava. Ser levada... Sair, tanto faz. A questão é...

- Vou te trazer de volta de volta não importa quantas cabeças eu tenha que arrancar!

Assim tentou localizá-la. O que diabos acabara de acontecer? Por que Maxinne foi tragada pra longe?!
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Re: A Borboleta e o Tigre

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